Crítica: O Hobbit: A Desolação de Smaug

O-Hobbit-A-Desolação-de-Smaug-poster-6A fantástica obra literária de J.R.R. Tolkien regressou ao cinema, agora com O Hobbit: A Desolação de Smaug. A realização é novamente de Peter Jackson, que volta a fascinar todos os fãs com a sua maneira de nos fazer viver a Terra Média.  

Não se pode dizer que tudo neste filme seja perfeito ou ao nível dos filmes da anterior trilogia do anel. Mas que este filme é bem competente, isso não se pode negar e ainda podemos dizer que é bem mais atrativo que o anterior O Hobbit: Uma Viagem Inesperada.

Antes de mais, um pormenor que deve passar ao lado de quem não leu os livros, é de que enquanto nos livros a historia é mais centrada no hobbit Bilbo Baggins (Martin Freeman), no filme a trama não dá tanto tempo de destaque a ele. O que também é compreensível, pois existem ainda muitos mais personagens no grupo de Bilbo, ou não estivéssemos a falar do grupo dos 13 anões liderados por Thorin (Richard Armitage) e ainda Gandalf (Ian McKellen). Pelo filme ainda se juntam outros personagens como no inicio Beorn (Mikael Persbrandt), um homem que se transforma numa espécie de temível Urso, temos também pelo meio a bela elfa Tauriel (Evangeline Lilly) e destaque para o regresso de Legolas (Orlando Bloom). Mais para o inicio da parte final temos para ajudar o nosso grupo, o arqueiro Bard (Luke Evans).

O-Hobbit-A-Desolação-de-Smaug-foto-6Mas falemos do grande vilão deste filme. Quase todas as pessoas que pelo menos sabiam o mínimo desta história, esperavam por ele. Pois é, falamos do Dragão Smaug. Em primeiro lugar este é um dos Dragões mais impressionantes já vistos no cinema, o que não é era de se esperar outra coisa, num filme desta natureza de Peter Jackson. Mas algo que dá muita vida ao Dragão e que nos mete respeito é mesmo a voz do ator Benedict Cumberbatch.

Quando Bilbo encontra Smaug dá para notarmos logo não só a diferença evidente de tamanho entre os dois personagens, mas também o enorme desafio que será enfrentar a enorme criatura. Smaug tem vários diálogos com Bilbo, com o hobbit a tentar de maneira insegura esquivar-se do Dragão. Até ao momento que com os anões, juntos conseguem com muito esforço tirar o dragão do castelo.

Ainda assim a espetacularidade não está toda na parte final do filme. Para além de uma batalha contra aranha gigantes, conte a meio, com uma boa e espetacular batalha contra os Orcs, num rio onde os anões fogem em barris, com o apoio dos Elfos. Uma cena muito bem conseguida e divertida sem dúvida.

O-Hobbit-A-Desolação-de-Smaug-foto-7Jackson e os seus argumentistas Philippa Boyens, Fran Walsh, e até Guillermo del Toro podem ter cortado algumas partes do livro, mas a essência de Tolkien está lá. De notar que desta vez temos mais ação neste filme e menos humor, ao contrario do filme anterior.

Uma vez mais a beleza natural e cativante da Nova Zelândia é inspiradora, com cenários de terras e criaturas criadas em CGI deslumbrantes. Voltando às sequências de ação, muitas são de enorme diversão e espetacularidade, cheias de acrobacias criativas, humor baseado nos personagens e muitas emoções. Mais uma vez nota positiva também para a trilha sonora do filme, composta por Howard Shore.

O final do filme é que é bastante repentino, talvez porque nessa altura estejamos já muito envolvidos com toda a ação. Mas é logo a partir dai que ficamos com vontade de ver o próximo filme, que pelos vistos deverá ter um inicio bem empolgante e poderá ser mesmo o melhor desta nova trilogia.

Classificação final: ★ ★ ★ ★ ★

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