Prémios Cinedestak 2017

Prémios-CD-17-slide-1Os primeiros meses do ano sempre foram motivo de celebração para o mundo do cinema, onde uma grande quantidade de festivais e eventos atribuem os seus galardões e distinções em celebração da sétima arte. Aqui no Cinedestak vamos iniciar também uma tradição semelhante com o intuito de dar reconhecimento aos que merecem, para o bem e para o mal e que de uma forma ou de outra não foram recompensados na cerimonia dos mais altos prémios do cinema. De modo a coincidir com os filmes elegíveis para os Óscares e outros festivais semelhantes, são tidos em conta os filmes cuja estreia oficial americana tenha sido no ano de 2016. No caso de algum filme português ser selecionado, conta a data de estreia em território nacional. E sem mais demoras, aqui vai a primeira edição dos prémios Cinedestak!

1 – Prémio À SOCAPA para “Melhor Filme Que Ninguém Viu”

The BFG (O Amigo Gigante)

PREMIOS_O_AMIGO_GIGANTEPara um filme ser minimamente bem-sucedido, tem de ter como retorno de bilheteira um valor que seja duas vezes superior ao seu orçamento. Quem diria que o regresso de Steven Spielberg à fantasia direcionada para os mais novos, que tão grande sucesso teve no passado, fosse precisamente um dos filmes este ano que não atingia esse patamar. Uma bela história de amizade para toda a família, com ternas prestações da jovem Ruby Barnhill e o veterano Mark Rylance e cativantes paisagens e ambientes de fantasia. Embora não chegue ao patamar dos mais icónicos trabalhos do realizador, está sem duvida entre os melhores e é uma pena que não tenha cativado a audiência tal é o amor pela arte e o carinho pela história contada que nitidamente transborda a cada momento. 

2 – Prémio CANTIGA DO BANDIDO para “Pior Filme Que Toda A Gente Viu”

Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça (Batman V Super-Homem: Dawn of Justice)

PREMIOS_BATMAN_V_SUPERMANTendo em conta os filmes que arrecadaram toneladas de dinheiro em 2016, Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça é de todos eles, aquele que menos o mereceu. De notar que isto não significa ser um filme imprestável pois contem esplendorosos momentos sonoros e visuais, assim como a prestação admirável de Ben Affleck como Batman, no entanto tem falhas fulcrais que o tornam irreversivelmente inviável. Um argumento demasiado complexo para o seu próprio bem, a inclusão forçada de elementos de filmes futuros, uma atroz interpretação de Lex Luthor e momentos da narrativa que não fazem qualquer sentido. O filme não peca pelo seu tom sombrio, mas sim pela sua medíocre execução que deita por terra as enormes expectativas. Os fãs mereciam mais e melhor.

3 – Prémio DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU para “O Melhor Filme De Baixo Orçamento”

A Bruxa (The Witch)

PREMIOS_A_BRUXAUma revitalização do género que tanto tem vindo a desiludir
com as narrativas previsíveis e os constantes “sustos artificiais” que recorrem ao uso de sons que não existem no universo do filme para assustar a audiência. Com o seu modesto orçamento de 3.5 Milhões de dólares, Robert Eggers recorre ao antigo folclore de bruxaria para contar a história de uma família de colonos exilados nas imediações de uma floresta, onde começam a testemunhar acontecimentos que parecem ter origem sobrenatural, mas que podem também estar relacionados com os efeitos psicológicos da fome e do isolamento. Acrescido a tal paranoia, temos também melodias tenebrosas e paisagens soturnas desprovidas de cor, que tornam A Bruxa um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos.

4 – Prémio PÉROLAS A PORCOS para “Pior Filme De Alto Orçamento”

Deuses do Egipto (Gods of Egypt)

PREMIOS_DEUSES_DO_EGIPTO140€ Milhões de dólares ardem no ecrã enquanto Alex Proyas, o realizador de filmes como “O Corvo” e “Cidade Misteriosa”, nos mostra a sua ideia de um épico mitológico. Mas o que temos aqui é um desastre cinematográfico de proporções dantescas, com deuses egípcios misturados com miseráveis efeitos visuais, ao serviço de um argumento esquizofrénico e atores de ar tão constrangido que chega a ser cómico, já para não falar que nos momentos intencionalmente divertidos, a audiência estava silenciosa. Mas a cereja no topo do bolo, foi quando após o sofrível desempenho de bilheteira, Proyas desatou a culpar pelo sucedido, todos os críticos que falaram mal do filme, chamando-os de “abutres que se alimentam de carcaças”. Uma curiosa afirmação quando se é o autor da dita carcaça.

 5 – Prémio LUFADA DE AR FRESCO para a “Maior Surpresa Do Ano”

Deadpool

PREMIOS_DEADPOOLQuem acompanhou a eximia campanha de marketing, já sabia mais ou menos o que esperar, no entanto nada faria prever a extensão da fidelidade sem precedentes a uma personagem de banda desenhada. Com um humor que ultrapassa de forma despreocupada os limites do aceitável e do politicamente correto, assim como uma arriscada classificação para maiores de 17, Deadpool atinge o alvo em cheio com violência, complementada com uma torrente quase imparável de piadas que levam ás lágrimas a audiência de fãs e também os espetadores casuais que foram completamente apanhados de surpresa. O retorno de bilheteira bateu recordes merecidamente e agora todos aguardam com expetativa a próxima iteração do mercenário “fala-barato”.

6 – Prémio BALDE DE ÁGUA FRIA para a “Maior Desilusão do Ano”

X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)

PREMIOS_X-MEN_APOCALYPSEDepois de um “X-Men: O Início” muito bem conseguido e de um excelente “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, Bryan Singer tinha tudo na mão para encerrar a nova trilogia X-Men com chave de ouro, e a introdução do favorito vilão Apocalypse pelas mãos do galardoado Oscar Isaac, era uma escolha ambiciosa para o efeito. No entanto, fora uma secção inicial protagonizada por Michael Fassbender como Magneto, que arranca um enorme impacto emocional, o resto do filme peca por ser… aborrecido. Momentos alongados desnecessariamente, retiram a força de alguns pequenos momentos satisfatórios que vão sendo salpicados pelo filme, por isso quando chegamos ao clímax, já estamos mais desejosos pelo final do filme do que propriamente pela resolução do conflito.

7 – Prémio GOLPE DE GÉNIO para “Melhor  Ideia Original”

Zootrópolis (Zootopia)

PREMIOS_ZOOTROPOLISPode ter ganho o Óscar de melhor filme de animação, mas a ideia de um universo repleto de animais que vivem civilizadamente como os humanos, transcende esse galardão. Com regras e empregos adaptáveis ás características de cada animal, Zootrópolis transita também do nosso mundo humano, alguns problemas sociais e políticos inerentes de uma comunidade e por isso consegue fazer comentários pertinentes sobre temas como o racismo, ao mesmo tempo que diverte com as peripécias e o humor ocasional das personagens, com a ajuda da sempre exemplar animação computorizada de topo. Mais uma vitória da Pixar que continua a desbastar novo território no género e esperemos que no futuro seja dada igual atenção ás ideias que geram este tipo de filmes.

8 – Prémio OUTRA VEZ ARROZ para “Sequela, Remake Ou Reboot Desnecessário”

Dia da Independência: Nova Ameaça (Independence Day: Resurgence)

PREMIOS_DIA_DA_INDEPENDENCIA_NOVA_AMEAÇAPodem ter existido outros concorrentes a este prémio, (sendo Zoolander 2 um deles) mas nenhum deles transborda o mesmo cinismo e desespero por ganhar uns trocos com uma propriedade intelectual que estava bem como estava. Possivelmente o senhor Will Smith devia querer ser demasiado bem pago para aparecer neste cataclismo, por isso teve o bom senso de recusar, no entanto o mesmo não se pode dizer de dos restantes atores regressados que parecem apáticos e perdidos neste desastre. Em vez de criar uma trama simples e linear como o original, os responsáveis por esta atrocidade decidiram que o melhor rumo seria complicar a narrativa o mais possível e queimar dinheiro em efeitos gerados por computador para tapar as lacunas, já que não podiam contar com o carisma dos novos atores.

9 – Prémio FORA DA CAIXA para “Melhor Filme Difícil De Recomendar”

Demónio de Neon (Neon Demon)

PREMIOS_O_DEMÓNIO_DE_NÉONNicolas Winding Refn é um realizador bastante talentoso sendo Drive – Risco Duplo um dos meus filmes favoritos. O filme seguinte pode não ter cumprido as expectativas impostas, mas Demónio de Neon, embora não sendo perfeito, é um dos filmes mais provocantes do ano e também um dos melhores. Contem cenas chocantes em prole de uma narrativa que faz um comentário sobre o mundo da moda ao mesmo tempo que reflete sobre a natureza da beleza, o impacto sobre o individuo e os que o rodeiam assim como as reações destrutivas daí originadas para a sua obtenção. Não sendo um filme para todos os gostos, quem tiver estômago para aguentar os momentos mais agressivos, será recompensado com um filme pouco convencional que possui uma das melhores cinematografias do ano de 2016.

10 – Prémio CINEDESTAK para os que estão “Entre Os Melhores Filmes Do Ano No Seu Género”

LINGUA ESTRANGEIRA

LÍNGUA ESTRANGEIRA

COMÉDIA

PREMIO_OS_SETE_MAGNIFICOS

AÇÃO

PREMIO_NEM RESPIRES

TERROR

PREMIO_DOUTOR_ESTRANHO

AVENTURA

PREMIO_PRIMEIRO_ENCONTRO

FICÇÃO CIENTÍFICA

 

DRAMA

DRAMA

PREMIO_KUBO

ANIMAÇÃO

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