Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força: por Ricardo Costa

SW_FORCE AWAKENS_1Sinopse: 30 anos depois da queda do Império, os rebeldes são agora a Resistência que, apoiada pela Republica, combate a Primeira Ordem, uma organização liderada por um Lorde Sith, cujo objetivo é eliminar a Resistência e encontrar o ultimo jedi: Luke Skywalker. A chave para encontrar Luke, jaz num pequeno droide, que acompanhado por Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega), lutam para manter essa informação longe do alcance da Primeira Ordem.

Análise: O seu legado é conhecido por todo o mundo, uma legião de fãs sem rival em constante crescimento e com uma religião (Jedi) já dada como oficial. O que é que ainda não foi dito sobre Star Wars? Uma propriedade intelectual que transcende diferentes artes e géneros, que continua ainda hoje a cativar a imaginação das novas gerações, foi um marco da história do cinema nos anos 70 e hoje ressoa com mais força do que nunca, muito graças à internet e a globalização que a mesma permite. A antecipação é enorme para o novo titulo da famosa saga e os que ansiosamente aguardam para poder ver no cinema, podem desde já ficar descansados, porque o “Despertar da Força” é uma adição que embora demasiado reminiscente de iterações anteriores, contem o suficiente para criar a sua própria identidade e cimentar o seu lugar na saga.

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Primeiro o menos bom. A maior parte da história é demasiado familiar, isto porque o filme é em certos aspetos um quase remake do primeiro Star Wars de 1977 com alguns elementos de “O Império Contra-Ataca” e “O Regresso do Jedi”. As semelhanças são de tal forma óbvias, que cheguei a questionar-me se não seria propositado a fim de satisfazer os fãs que tiveram de levar com as prequelas e a sua falta de… Star Wars. Se é grave? Não penso que seja. Sim gostava de mais surpresas em vez da constantes previsibilidade que senti à medida que o filme avançava e para dizer a verdade isso foi algo que me desiludiu, no entanto esses momentos “reutilizados” foram usados de forma competente e ajudaram na introdução de novos elementos para a saga, portanto (e visto estar confirmado mais uma panóplia de novos filmes para enriquecer a saga), sinto-me tentado a desculpar essas questões e tratá-las de uma forma mais introdutória, no entanto é preciso chegar ao momento de pôr de parte a nostalgia e avançar para novo território, algo que espero ser a linha de pensamento para as próximas sequelas.

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Há muito por onde escolher no que diz respeito ás partes boas. As recentes adições ao elenco tiveram todas a sua oportunidade de brilhar. Jason Boyega como Finn é fenomenal, com uma prestação em que tudo nele parece sair com uma naturalidade e fluidez inacreditável, Daisy Ridley é bastante satisfatória como Rey, mas a personagem é essencialmente a plataforma para os próximos filmes da nova geração, já Kylo-Ren é o mais interessante e envolve uma revelação sobre o seu verdadeiro caráter que pode ser uma desilusão para alguns, mas para mim é talvez uma das melhores surpresas. Oscar Isaac como Poe Dameron consegue não parecer arrogante devido ao fato da sua personagem ser tão amigável e de ele ser realmente bom naquilo que faz e BB-8 é uma maravilha da tecnologia, totalmente realizado em efeitos práticos sem ajuda de imagens geradas por computador (CGI) e com uma personalidade capaz de transmitir emoções que é de meter inveja a muitos atores. O trio Luke, Han e Leia estão de volta assim como outros rostos conhecidos e são usados da única maneira possível, como que guias na transmissão do testemunho para a nova geração de heróis e embora seja difícil esconder a idade, todos se mostram investidos no regresso.

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Nos aspetos técnicos, a banda sonora orquestral de John Williams é inconfundível e sempre audível a cada momento, imaculada e fruto de uma notória paixão pela arte. Muitos efeitos práticos nos visuais de várias personagens alienígenas e sem muita recorrência a CGI, porque se há uma lição que os responsáveis aprenderam bem com as prequelas, é que com alguma atenção, não se torna muito difícil de ver quando duas personagens ocupam um plano real ou fictício, e por isso muitos dos cenários interiores usados são também criados em bases práticas. Nos aspetos da ação propriamente dita, as batalhas terrenas têm um aspeto realista e os danos causados pelas armas são visíveis agora mais do que nunca, o que dá pela primeira vez a impressão das personagens se encontrarem realmente em perigo, algo evidenciado pelas excelentes batalhas de lightsabers, pois se a trilogia original foi criticada por falta de coreografia e a trilogia seguinte pelo excesso de coreografia, este filme atinge o balanço pretendido nesses confrontos, em que sentimos que cada bramir não é premeditado mas sim reacionário e sem grandes sequências predestinadas o que trás ainda mais veracidade aos movimentos e ao combate.

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Recomendação Final: Quem for à espera de um filme perfeito sairá dececionado, pois não o é, mas poucos o são. O que é, é uma aventura que garante divertimento, humor, grandes atuações, ação e um tributo sentido que tende por vezes ultrapassar o limite da nostalgia, mas que tendo em conta o resultado final, é bastante gratificante. Agora sim, podemos dizê-lo sem restrições: STAR WARS está de volta! Que a Força esteja convosco.

Classificação final: ★ ★ ★ ★ (4/5)

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