Thanos, o Joalheiro Cósmico

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Cansado de puxar os cordelinhos a partir dos bastidores, Thanos mal pode esperar para entrar em cena no próximo filme dos Vingadores para fazer do Universo o seu palco de conquista e destruição. Antes, porém, terá de reunir as Joias do Infinito. O que está a um pequeno passo de conseguir…

Conheçam a história de um dos mais temíveis vilões intergalácticos e da sua obsessão com a Morte e com bijutaria cósmica.

A próxima fase do Universo Cinemático da Marvel irá colocar os heróis do estúdio frente a frente com Thanos, o Titã Louco. Cognome que lhe assenta como uma luva, considerando que ele planeia usar as chamadas Joias do Infinito (também conhecidas como Gemas Espirituais) para erradicar metade do Cosmos.

Na BD esta foi a premissa para uma trilogia épica (Desafio Infinito, Guerra Infinita e Cruzada Infinita) da autoria de Jim Starlin, George Pérez e Ron Lim, e publicada originalmente nos EUA entre 1991 e 1993.

No cinema a saga será desenvolvida em duas partes em Vingadores 3 e 4, com estreia prevista, respetivamente, para 2018 e 2019. Elementos da narrativa têm vindo, no entanto, a ser plantados em algumas das mais recentes produções dos Estúdios Marvel.

Mas vamos por partes. Quem é Thanos, para começo de conversa? E por que carga de água é que pretende varrer metade do Universo? Continuem a ler para saberem as respostas a estas duas inquietantes perguntas.

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Thanos, o Titã Louco.

Criação de Jim Starlin, Thanos (cujo nome deriva de Thanatos, o deus grego da morte), fez a sua primeira aparição em fevereiro de 1973, nas páginas de Iron Man nº55. A sua origem, porém, só seria desvendada 17 anos depois em Silver Surfer nº37 (1990).

A história resume-se mais ou menos a isto: Titã, uma das luas de Saturno, servia de lar a uma colónia de Eternos. Tratava-se de uma raça de seres superiores fruto de experiências genéticas executadas, cerca de um milhão de anos atrás, pelos gigantes alienígenas conhecidos como Celestiais. Ao longo dos milénios, alguns dos Eternos haviam sido adorados como divindades pelos humanos. O irmão de Thanos, por exemplo, ocupara no panteão grego o lugar de deus do Amor, celebrizando-se como Eros.

Foi no seio dessa comunidade de divindades exiladas que nasceu Thanos. Que logo percebeu ser diferente dos que o rodeavam. Olhado com medo e desconfiança pelos outros Eternos devido à sua aparência disforme, Thanos cresceu solitário e melancólico. Ao mesmo tempo que desenvolvia uma aflitiva obsessão com a morte.

Por motivos que permanecem obscuros, a páginas tantas Thanos foi expulso de Titã. Iniciando assim a sua incansável busca por poder através do Cosmos. A dado momento dessa jornada, o seu caminho cruzou-se com o da Morte. Caído de amores por ela, Thanos tudo fez para cortejá-la. Porém, tudo o que recebeu em troca foi gélida indiferença.

Convencido de que, para ser digno da sua amada, teria de tornar-se um deus omnipotente, Thanos procurou apoderar-se do Cubo Cósmico. Sendo no entanto impedido de deitar mão a esse poderosíssimo artefacto pelos Vingadores. Nascendo assim uma velha inimizade entre o Titã Louco e os Maiores Heróis da Terra.

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A primeira aparição de Thanos em “Iron Man” nº55 (1973) não mereceu honras de capa.

Desenganem-se, porém, se pensam que Thanos precisa de artefactos cósmicos para ser um adversário de respeito. Devido à sua fisiologia de Eterno, além de força descomunal, ele possui poderes psiónicos, invulnerabilidade e a capacidade de emitir rajadas de plasma através dos olhos e das mãos. Não admira, por isso, que seja um dos mais formidáveis supervilões da Marvel e dos quadradinhos em geral.

Determinado em obter o poder de que necessitava para cair nas boas graças da Morte, Thanos lançou-se de seguida numa demanda pelas Joias do Infinito. Importa perceber que se tratam de gemas que contêm o poder primordial do Universo. No total existem seis delas, cada uma com uma cor diferente: Espaço (púrpura), Mente (azul), Alma (verde), Realidade (amarelo), Tempo (laranja) e Poder (vermelho). Esta correspondência cromática foi, no entanto, alterada no cinema, como se verá mais adiante.

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As 6 Joias do Infinito. Juntas ou separadas, investem o seu portador de poderes divinos.

Depois de as recolher uma por uma, o Titã Louco usou a Manopla do Infinito para acionar o imenso poder combinado das pedras. Que usou para extinguir sistemas solares inteiros como tributo à Morte, antes de ser travado por uma aliança entre diversas entidades cósmicas e alguns dos mais poderosos super-heróis terrestres. Entre os quais, claro está, pontificavam uma vez mais os Vingadores.

Para evitar que tão desmesurado poder voltasse a concentrar-se em apenas um indivíduo, findo o conflito, as Joias do Infinito foram distribuídas por seis fiéis depositários espalhados por diferentes pontos do Universo.

Feita esta explicação, voltemos ao Universo Cinemático da Marvel.

A primeira vez que uma das Joias do Infinito apareceu no grande ecrã foi em Thor 2 – Mundo das Trevas (2013). Na sempre ansiosamente aguardada (pelo menos por parte dos verdadeiros fãs) cena pós-créditos finais, vemos uma das gemas ser entregue por Lady Sif e Volstagg ao Colecionador. Isto depois de, no primeiro filme do Deus do Trovão, nos ter sido mostrada a Manopla do Infinito como fazendo parte do arsenal de Odin.

Existem, contudo, muitas dúvidas em relação à versão cinematográfica das Joias do Infinito. A primeira dizia respeito ao Tesseract (o artefacto cobiçado por Loki em Os Vingadores). Muitos especularam que se trataria do Cubo Cósmico (anteriormente referenciado em Capitão América, O Primeiro Vingador). No entanto, o próprio presidente da Marvel, Kevin Feige, veio esclarecer que o Tesseract era na verdade a Joia do Espaço.

Tanto assim que o Tesseract foi, efetivamente, usado para trazer os Chitauri para o nosso mundo e para transportar Thor e Loki para Asgard na primeira aventura cinematográfica dos Vingadores.

À Joia do Espaço somam-se outras três, já surgidas em outras tantas películas da Marvel. Uma seria o Aether, arma que Malekith desejava possuir para destruir Asgard em Thor 2 – Mundo das Trevas. Sendo portanto legítimo deduzir que se tratará, muito provavelmente, da Joia da Realidade. Sim, essa mesma que é entregue ao Colecionador no final do filme.

Por sua vez, o cetro que Loki usou em Os Vingadores (2012) para controlar mentalmente as suas vítimas continha no seu interior a Joia da Mente. Facto confirmado no segundo filme dos Heróis Mais Poderosos da Terra quando a pedra foi usada por Ultron para dar vida ao Visão.

Finalmente, o Orbe que Star-Lord e seus associados capturaram em Guardiões da Galáxia (2014) servia de invólucro a uma gema roxa com enorme potencial destrutivo. Tudo indicando, portanto, tratar-se da Joia do Poder (que, na sua versão original, era vermelha).

As duas pedras restantes (Tempo e Alma) deverão ser apresentadas no filme do Doutor Estranho (2016), em Guardiões da Galáxia 2 e/ou em Thor 3: Ragnarok (ambos programados para 2017). O mais certo é serem posteriormente reunidas por Thanos às demais Joias do Infinito nos terceiro e quarto capítulos da saga dos Vingadores.

Será, pois, esse o grande clímax da terceira fase do Universo Cinemático da Marvel. Até lá, teremos ainda pela frente várias idas ao cinema para assistirmos aos capítulos que o precedem. Tratem, por isso, de poupar uns trocos para os bilhetes e para as pipocas.

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“Querem estas jóias? Venham tirar-mas se tiverem coragem!”

 

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One thought on “Thanos, o Joalheiro Cósmico

  1. Edson
    3 de Novembro de 2016 at 13:14

    Eu queria acisti todos filmes da Marvel mas nunca consegui.

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